Nova Lei de Execução Penal: O que muda para quem cumpre pena em regime semiaberto?

Publicada em 8 de maio de 2026, a Lei nº 15.402 traz mudanças profundas na Lei de Execução Penal (LEP) e no Código Penal Brasileiro. O objetivo do novo texto é modernizar a fiscalização das penas e redefinir critérios para a progressão de regime, impactando diretamente milhares de sentenciados, especialmente aqueles que se encontram no regime semiaberto.

Se você possui um familiar cumprindo pena ou atua na área jurídica, é essencial compreender as novas regras de 2026 para garantir que o direito à liberdade não seja adiado indevidamente.

1. Novas Regras para Saídas Temporárias (Saidinhas)

A nova legislação de 2026 consolida o entendimento sobre as saídas temporárias, estabelecendo critérios mais rígidos de monitoramento:

  • Uso Obrigatório de Tornozeleira: A Lei 15.402/26 torna o monitoramento eletrônico obrigatório para todas as saídas temporárias, sem exceções discricionárias.
  • Restrição por Crimes Hediondos: O texto endurece a proibição de saídas para condenados por crimes hediondos com resultado morte, alinhando-se às recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a segurança pública.

2. Remição de Pena por Estudo e Trabalho Digital

Uma das grandes inovações de 2026 é o reconhecimento de novas formas de remição:

  • Cursos de Tecnologia e IA: Pela primeira vez, cursos profissionalizantes voltados à economia digital (programação, análise de dados e operação de IA) realizados dentro das unidades prisionais contam com uma bonificação na contagem de dias remidos.
  • Trabalho Remoto Controlado: A lei regulamenta a possibilidade de trabalho digital para empresas parceiras, desde que realizado em ambientes monitorados dentro do sistema prisional.

3. Exame Criminológico e Progressão de Regime

A Lei 15.402/26 reintroduz a exigência do exame criminológico para a progressão ao regime aberto em casos específicos. Conforme orientações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP):

  • O juiz da execução agora tem maior fundamentação legal para exigir o laudo técnico em crimes cometidos com violência ou grave ameaça.
  • O prazo para a realização desses exames foi reduzido pela nova lei, visando evitar o excesso de prazo na prisão.

4. O Impacto no Direito de Defesa

Para o advogado criminalista, a realidade de 2026 exige uma atuação técnica e estratégica. A nova lei permite a utilização de audiências de custódia e de justificativa por videoconferência de forma padrão, agilizando pedidos de progressão que antes ficavam parados por falta de escolta.

O que dizem os Órgãos Oficiais?

  • Ministério da Justiça (Gov.br): Destaca que a Lei 15.402/26 busca o equilíbrio entre a ressocialização tecnológica e a segurança da sociedade.
  • STJ (Superior Tribunal de Justiça): Já emite os primeiros enunciados sobre a irretroatividade da lei em pontos que prejudicam o réu, garantindo que as novas regras mais rígidas só valham para crimes cometidos após a vigência da norma.

Resumo das Mudanças:

AssuntoComo eraCom a Lei 15.402/26
MonitoramentoFacultativo em alguns casosObrigatório nas saídas temporárias.
RemiçãoEstudo formal/leituraInclui cursos de tecnologia digital.
Exame CriminológicoExceçãoRegra para crimes violentos na progressão ao aberto.
PrazosVariáveisRedução de prazos para laudos periciais.

Atenção: Se você ou um familiar se enquadra nas novas regras, a revisão do cálculo de pena é um direito. Um erro na interpretação da nova lei pode custar meses de liberdade.

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